Frases de Roland Barthes

“A Língua não se esgota na mensagem que engendra.”

“A única paixão da minha vida foi o medo.”

“A doença de Michelet é a enxaqueca, esse misto de ofuscamento e náusea.”

“A ciência é grosseira, a vida é sutil,e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa.”

“No fundo, a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, pertuba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa”

“Em que canto do corpo adverso devo ler minha verdade?”

“saber que não se escreve para o outro, saber que as coisas que vou escrever não me farão nunca amado por aquele que amo, saber que a escritura não compensa nada, não sublima nada… É o começo da escritura.”

“Encontro pela vida milhões de corpos; desses posso desejar centanas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designa a especialidade do meu desejo.”

“A linguagem é como uma pele: com ela eu entro em contato com os outros.”

“Quando um discurso é dessa maneira levado por sua própria força à deriva do inatual, banido de todo espírito gregário, só lhe resta ser o lugar, por mais exíguo que seja, de uma afirmação.”

“Um sujeito incerto, disposto a apoiar-se nas forças excêntricas da modernidade, e inclinando, com frequência, a sair de um embaraço intelectual por uma interrogação dirigida ao meu prazer.”

“As idas e vindas de uma criança que brinca em torno da mãe, dela se afasta e depois volta, para lhe trazer uma pedrinha,um fiozinho de lã, desenhando assim ao redor de um centro calmo toda uma área de jogo,no interior da qual a pedrinha ou a lã importam menos do que o dom cheio de zelo que delas se faz.”

“A linguagem é uma legislação, a língua é seu código. Não vemos o poder que reside na língua, porque esquecemos que toda língua é uma classificação, e que toda classificação é opressiva.”

“Se executarmos o setor da Publicidade, onde o sentido só deve ser claro e distinto em virtude de sua natureza mercantil, a semiologia da fotografia está, portanto, limitada aos desempenhos admiráveis de alguns retratistas. Tudo o que podemos dizer de melhor é que o objeto fala, induz, vagamente a pensar.”

“O prazer do texto é esse momento em que meu corpo vai seguir suas próprias idéias – pois meu corpo não tem as mesmas ideias que eu.”

“O texto é (deveria ser) essa pessoa desenvolta que mostra o traseiro ao Pai Político.”

“Eu deveria começar por interrogar-me acerca das razões que inclinaram o Colégio da França a receber um sujeito incerto, no qual cada atributo é, de certo modo, imediatamente combatido por seu contrário.”

“Se, por não sei que excesso do socialismo ou de barbárie, todas as nossas disciplinas devessem ser expulsas do ensino, exceto numa, é a disciplina literária que devia ser salva, pois todas as ciências estão presentes no monumento literário.”

“Nada mais dilacerante do que uma voz amada e cansada: voz extenuada, minguada, exangue, poderíamos dizer, voz do fim do mundo, que vai abismar-se muito longe em águas frias: está a ponto de desaparecer, como o ser cansado está a ponto de morrer: o cansaço é o próprio infinito: o que não acaba de acabar.”

“O que toda a minha vida me apaixonou foi o modo como os homens tornam o mundo inteligível. É, se quiserem, a aventura do inteligível, o problema da significação. Os homens dão um sentido ao seu modo de escrever; com palavras, a escritura cria um sentido que as palavras não possuem de início. É isso que eu tento exprimir.”

“Nesses breves momentos em que falo à toa, é como seu eu morresse. Pois o ser amado se torna um personagem de chumbo, uma figura que sonha ‘que não fala’, e o mutismo, em sonho, é a morte.”

“Encontramos pela vida, milhões de corpos; desses milhões, podemos desejar, talvez algumas centenas, mas dessas centenas, apaixonamo-nos apenas por um ou um pouco mais que isso.”

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  1. Lu 6 de agosto de 2014

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